Comemoração do Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos
No Dia 10 de dezembro, comemorou-se, na Biblioteca na Escola Básica de Alvaiázere, o Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O Departamento de Ciências Sociais e Humanas, este ano selecionou o tema “Guerra e Paz”, para colocar o foco num tema que arrasta consigo graves violações dos direitos humanos inscritos na Declaração.
A atividade iniciou com uma dramatização, preparada em História pelo 10.º B, intitulada o conflito israelo-palestianiano, na qual se situou a raiz do conflito na 1ª Guerra Mundial por incumprimento dos compromissos para com árabes e judeus - estado independente e “lar nacional para o povo judeu” (Declaração de Balfour). Nas partes subsequentes, houve um diálogo no mundo dos mortos inspirado na carta do chefe Seattle mostrando que a guerra não tem sentido porque “o Deus de uns é o Deus dos outros” ao qual judeus e muçulmanos rezam. No fim por ocasião de um funeral os mortos dizem aos vivos que “acabem com a guerra de uma vez por todas”.
Depois foi tempo de em torno das perspetivas filosóficas da guerra nas épocas históricas e com base numa apresentação cuidadosamente preparada em Filosofia, 10º e 11º anos, colocar questões abertas à plateia suscitando a reflexão e o debate sobre a guerra justa, a guerra por um Deus, o apoio a países em guerra, a ajuda às vítimas da guerra e culminou com uma síntese de regras e princípios da guerra – ética da guerra - de que se destaca “a minimização dos danos”. Os intervenientes deram respostas fundamentadas com base no conhecimento da disciplina e nalguns casos opostas, reveladoras de uma visão pessoal sobre o tema.
Educação Moral e Religiosa Católica concretizou a última parte da atividade consolidando ideia apresentadas. Iniciou com a Doutrina Social da Igreja, cujo princípio da proporcionalidade estabelece que “mesmo numa situação de legítima defesa (guerra justa) os meios utilizados não devem causar mal maior que aquele que se pretende evitar” e terminou com testemunhos do Papa Francisco e Leão XIV em defesa da paz, pois “A guerra é sempre uma derrota.”
Continua patente na Biblioteca uma estrutura com os Direitos Humanos e exemplos de violações dos mesmos, construída em História pelos alunos do 9º ano.


