© Agrupamento de Escolas de Alvaiázere

Sugestãp de leitura para o mês de junho de 2026: Até que o amor me mate de Maria João Lopo de Carvalho, Oficina do Livro, 2016.

Os alunos do 9º ano elaboraram, na disciplina de ciências naturais, trabalhos de pesquisa e entrevistas que estão expostos na biblioteca, em articulação com o PES, a biblioteca escolar e a disciplina de português. No dia 14 de novembro, dia mundial da diabetes, os alunos ficaram consciencializados sobre a doença e a divulgação das ferramentas para a prevenção dos diabetes, que têm tido um aumento alarmante de casos no mundo. No dia 17 de novembro, dia do não fumador, ficaram alertados para os malefícios do cigarro e as vantagens de não fumar.

diabetes

Entrevista 1A diabetes: um testemunho

Como descobriu que era portador de diabetes?

Comecei a ficar com falta de ar, sentia-me desorientado, e acabei por entrar em coma.

Quais foram os sintomas que surgiram?

Ia muitas vezes à casa de banho, bebia muitas vezes água, sentia-me cansado e com pouca concentração.

O que mudou, tanto na sua alimentação como na sua vida pessoal, e como reagiu?

Não posso comer em grande quantidade, sem ter de tomar insulina e tenho de ter uma alimentação saudável. Ao saber, fiquei triste, porque não podia comer certas coisas como os outros.

O que é que o médico lhe aconselhou?

Alimentação saudável, dar insulina de 3 em 3 horas e continuar a ter uma vida normal.

Como foi a adaptação?

No início, custou-me um pouco, mas depois acabei por me habituar ao meu novo dia à dia.

Consegue ter uma vida de adolescente normal?

Consigo, porque a diabetes não afeta a minha vida pessoal, logo consigo fazer as mesmas coisas que um adolescente normal.

O que aconselha a quem terá ou tem essa doença?

Para não ficarem tristes, pois a diabetes não afeta a vida social, mental e física. Também para terem uma alimentação saudável, pois os doces e os alimentos que não podem ou não poderão consumir em grandes quantidades não fazem falta ao nosso organismo.

14 de novembro de 2021

Entrevista realizada pelo 9ºC

fumador

Entrevista 2 - Testemunho de um ex-fumador

Entrevistador:Bom dia, para o darmos a conhecer aos nossos leitores, pedimos-lhe que nos conte um pouco sobre o seu histórico como ex-fumador: número de anos que fumou, o que fumava (cigarros ou cigarros eletrónicos) e qual era a quantidade (de maços/cigarros) que fumava por dia.

Entrevistado:Bom dia, fumei durante cerca de 20 anos, com algumas (poucas) interrupções de meses. Fumava cerca de 1 maço de cigarros por dia (média), visto que naquela época (1973 a 1992) não existiam ainda os cigarros eletrónicos.

Entrevistador: Ok, agora que já sabemos um pouco sobre si vamos passar às perguntas mais relevantes: Quando é que tomou a decisão de largar este seu hábito tão prejudicial e porquê?

Entrevistado:A decisão de deixar de fumar andava latente há alguns anos, mas só se concretizou em dezembro de 1992 quando, pela primeira vez na vida, um cigarro não me deu prazer. Naquela altura, era imperioso deixar o vício porque já acordava por vezes, durante a noite, com falta de ar e cansava-me facilmente com qualquer esforço ligeiro.

Entrevistador:Durante este percurso que supomos ter sido bastante difícil, o que sentiu e o que o ajudou a não desistir?

Entrevistado:Fumei o último cigarro no dia 23/12/1992 (quarta-feira). Como não trabalhei nos quatro dias seguintes (véspera, dia de Natal e fim de semana) tive uma ajuda muito grande pois, em casa, a solicitação do tabaco era muito menor. Posteriormente só foi preciso manter a decisão, o que consegui com a ajuda da família e de uns rebuçaditos...

Entrevistador:Para se libertar do tabagismo utilizou o recurso a algum tipo de medicamentos?

Entrevistado:Não, não recorri a qualquer tratamento.Foi única e exclusivamente o querer e as circunstâncias que se congregaram na ocasião.

Entrevistador:Ao soltar-se do tabaco, viu algumas melhorias na sua saúde? Acha que ficou com sequelas?

Entrevistado: Sim. Após algum tempo comecei a sentir a respiração mais livre e mais profunda, o cansaço a diminuir durante a realização de esforços e um muito maior sossego durante o sono. Relativamente a sequelas, até ao momento, não identifiquei nenhumas.

Entrevistador: Correto. Para finalizar agradecemos a sua participação.

Trabalho realizado por: Madalena Serpa, Leonor Brás, Daniela Trindade, Élia Veríssimo, turma 9ºA